Rosa de Saron e o novo CD “O Agora e o Eterno” Parte 2


Rosa de Saron lançou o CD “O Agora e o Eterno” oficialmente no dia 25 de maio de 2012, em mais um show da música católica!

Como ocorreu no lançamento do CD Horizonte Distante, a banda preparou pequenos textos explicando a ideia por trás de cada nova canção, para que os fãs possam experimentar junto com o Rosa o sentimento de cada uma delas. Porem, não se deixem acomodar com esses simples releases, afinal sempre é possível encontrar significados não revelados ou melhor que isso, encontrar novos significados a partir de sua experiência pessoal, particular. Uma interpretação exclusiva sua. Não se deixe prender pelo obvio, sinta-se livre, afinal de contas ” O Vento sopra onde quer” Jo 3, 8

Ninguém Mais (Guilherme Sá)

A letra desta canção é o estilo de composição clássico que marcou a identidade da banda. É o jeito “Rosa de Saron” de escrever. Foi composta num momento de intimidade com Deus, é uma declaração de amor para Ele e trata a saudade como base lírica. Sempre em busca de uma nova mensagem de Deus, um novo contato com Ele.

Minha vida, meu amor

Meu chão, meu céu, minha luz

Minha razão de existir

Eu hoje vim aqui só pra te ver passar

Precisaria nem olhar

Para este pobre coração

Basta sua sombra, e poderei me abraçar

Já seria o suficiente para mim

Nada aqui merece atenção

Mas se um dia você não regressar

Deixe umas pegadas

E alguém irá correr

Não há nada, não há nada igual

Nada poderia me afastar de Ti

Não, não há alguém que me faça tão bem como você faz

E nunca haverá

Me transforme no melhor que posso ser

Não há fim, não há volta

Porque só quem pode preencher o meu vazio é você

Você e ninguém mais

Exalam por aqui aromas de jasmins

Em uma carta que escreveu

E agora guardo bem aqui

Cada simples pensamento meu é uma medida

Que há tempos decidiu te amar sem reservas

Tudo o que tenho de valor, são as minhas memórias

Se elas partissem, eu partiria em dois

A saudade aqui, é um verso carregado de ventania

Que um dia resolveu partir

Nunca mais faltou ar

Vendetta! Vendetta! ( Guilherme de Sá e Ricardo Domingues)

Vingança! Vingança! é toda construída sobre Confúcio e reflete Mt 5,39 quando diz: “Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”, assim como na metáfora: “Se te jogarem uma pedra, retribua com uma flor” A terra seria um lugar muito mais belo se soubéssemos oferecer outra paisagem perante a face do ódio.

O seu limite é o que te faz sentir que há uma saída

Quando tudo o que vê é uma chance de se vingar?

O sangue sobe e você corre atrás de quem te feriu, ok

E depois de tudo acabar, o que vem depois?
Nunca será fácil controlar o ódio, nunca foi

Da força à injustiça há somente um passo

E então, antes que embarque em uma vingança
Lembre-se, antes de sair, que você cave duas covas

E assim feito, mais rápido que a luz

Mais rápido do que o som, virá o arrependimento

Fica o aviso: Aqui, quem zela pelo outro, preserva seu maior bem
Ultrapassar os seus limites

Não é um erro menor do que ficar aquém deles

Se o que quer é redenção então vire a outra face

E a única marca que vai te sobrar é o perdão

Vinte e Seis (Guilherme de Sá)

Poderia ser “Dezessete”, “Trinta e Dois” ou qualquer outro número, Vinte e Seis é um número fictício. A letra narra a história de uma pessoa que demorou 26 anos para perceber  que tudo deu errado. Ao perceber que está sozinho, clama por Deus.

Esta é a história de inúmeras cartas e e-mails que chegam semanalmente à banda. A solidão é um dos piores flagelos da sociedade e por mais que nos sintamos auto-suficientes , há um espaço que só Deus preenche. Esta canção é um clamor por este espaço.

Há dez anos eu planejava conquistar o mundo

Dez anos se passaram e eu não conquistei

Eu só não imaginava ser alguém sem ninguém

E tão sozinho

Tão só, tão só

Em dez minutos quis viver algum tema profundo

E em dez caminhos vi dez passos pra seguir

Eu sei que lá no fundo eu tenho medo

Mas eu tenho que mudar

Longe daqui

Há alguém?

Alguém, tem alguém ai?

Eu quero alguém pra mim, pra chorar quando choro sozinho

Eu quero alguém pra mim, pra sorrir quando dou um sorriso

Eu quero alguém pra me amar, só pra me amar

Alguém, Alguém

Há dez anos jamais eu pensaria

Que algum dia eu chegaria aos 26 sem norte ou sul

Em dez segundos, dez razões e dez motivos

Para que eu perceba que você está aqui

Eu quero alguém pra mim, pra chorar quando choro sozinho

Eu quero alguém pra mim, pra sorrir quando dou um sorriso

Eu quero alguém pra me amar, só pra me amar

E quando cansado estiver, que me dê o seu colo amigo

E se eu desafinar, me abrace e cante um alívio

Que nunca me esqueça ou faça mal

E faça-me me sentir alguém

Tem alguém ai?

Alguém, alguém

Olha pra mim

Metade de Mim (Guilherme de Sá)

A composição desta letra é uma meditação sobre o salmo 65,4 “Feliz aqueles que vós escolheis e chamais para habitar em vossos átrios” Embora a palavra “átrios” seja colocada nas escrituras como “A morada de Deus”, o autor convida o ouvinte a ir mais além e considerá-la como “um átrio de um coração”. Tem todo o arranjo voltado para uma sensação de paz, de calmaria. Ao ouvir Metade de Mim sinta-se fisicamente ligado a Deus, dentro de seu coração.

Se um dia você me chamar, eu posso estar, eu posso estar

Qualquer lugar é meu lugar

Desde que seja o seu lugar

Longe, e assim perto de mim?

Posso sentir você aqui

Você aqui é tudo

É como se o mar inventasse a sua água

É como se ar resolvesse aparecer

Posso amar

Me acolhe, me acolhe

E me leve aonde quer que você vá

Você é a metade de mim

Que eu nunca soube estar procurando por ai

Seu coração é o lugar que eu quero estar, eu quero estar

Ouvir o som que ele faz

Eu quero estar junto de Ti

Perto de você eu não sou nada

Eu sou ninguém, eu fui ninguém

Serei ninguém

Basta. Só isso basta pra eu ser feliz

Sempre. Pararia todo o tempo neste momento aqui

Acenda a Luz (Eduardo Faro)

Há momentos onde a imagem que você tem de você mesmo começa a limitar o quanto você deve ser livre para amar e o quanto necessita deixar que você mesmo seja amado por alguém. A falta de amor próprio nos traz uma inércia emocional que é capaz de envenenar nossas relações. O sequestro emocional feito pelas frustrações e inseguranças das pessoas que, insistem em nos convencer que não somos capazes, que não devemos sonhar e realizar nossos sonhos, tenta nos assolar. Mas confie! Deus bate à porta e é preciso abri-la para ele possa entrar. 

Já se sentiu tão fraco, sozinho flutuando pelo ar?

Sem nenhum lugar em vista pra pousar?

Já se sentiu vazio, perdido e procurando um cais seguro?

Um mundo em que pudesse se encaixar?

Pra acalmar sua alma, seus sonhos libertar

Mude as vozes que soam em você

Há caminhos para percorrer

Conquista tudo que é seu sem medo de sofrer

Acenda a luz e deixe brilhar

Agora é sua vez de se encontrar

Acenda a luz e deixe brilhar

Se ame pra que eu possa te amar

Já se sentiu estranho, gritando sem ninguém para escutar?

Como se o mundo inteiro fosse te julgar?

Já se sentiu pequeno, sem forças pra lutar, fingir?

Abra a porta se ela não se abrir

Não deixe ninguém insistir que você não sabe e pode conseguir

Não desista de nunca desistir

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